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PELO FIM DAS BETS

Jogue a favor do Brasil

As bets exploram o uso do celular, a paixão pelo futebol e a esperança de ganho rápido. O resultado aparece no endividamento, na dependência e no adoecimento. Assine a petição por um projeto de lei de iniciativa popular que proteja a sociedade, sobretudo as famílias negras, pobres e periféricas, sem culpar quem aposta.

  • Gratuito
  • Leva 1 minuto
  • Dados protegidos (LGPD)

R$ 37 bide receita bruta das bets no 1º ano do mercado regulado. Fonte: Meio & Mensagem

Por que agir

Por que jogar a favor do Brasil?

A saúde vem primeiro

O transtorno do jogo é um problema de saúde pública. O IEPS estima em pelo menos R$ 30,6 bilhões anuais os danos à saúde associados às apostas. A pobreza, a discriminação e a falta de cuidado ampliam os riscos nos territórios negros e periféricos.

Fontes: Organização Mundial da Saúde; IEPS; LENAD III

O lucro sai do bolso das famílias

Entre as famílias de menor renda, as apostas podem consumir até 20% da renda discricionária. Como a pobreza atinge de forma desproporcional a população negra, o dinheiro retirado da comida, do aluguel e do transporte causa danos maiores nas periferias e favelas.

Fontes: Agência Pública; IBGE, Síntese de Indicadores Sociais

O futebol é do povo

Camisa, estádio e transmissão viraram vitrine de apostas: em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A tinham uma bet como patrocinadora máster. A paixão da torcida não precisa virar convite para apostar.

Fonte: Mídia NINJA

Quem decide ouviu quem lucra

Entre 2023 e 2025, o Ministério da Fazenda fez 251 reuniões com representantes do setor de apostas. Com profissionais de saúde, foram apenas 5. A lei precisa mudar de lado.

Fonte: Gazeta do Povo

Consultar fontes

Os números

O tamanho do jogo

  • R$ 37 bi de receita bruta no primeiro ano do mercado regulado Meio & Mensagem
  • 25,2 mi de apostadores cadastrados em plataformas autorizadas Meio & Mensagem
  • 17% dos beneficiários do Bolsa Família apostaram em um único mês (estimativa preliminar, só Pix) Banco Central
  • 62% dos mais afetados pelo transtorno do jogo estão nas classes C, D e E CUT
  • 38% é a fatia do orçamento familiar dedicada a lazer, onde entram as apostas, em 2024. Em 2018, eram 10% Strategy&/PwC, via Intercept Brasil
  • 66.482 domínios ilegais bloqueados pela SPA entre jan. de 2025 e set. de 2026 iGaming Brazil

Atribuímos cada número à fonte original e identificamos as divergências entre os estudos. O setor cresceu rapidamente, retira recursos de despesas essenciais e causa danos maiores onde há menos renda e proteção. No Brasil, a análise precisa considerar raça, gênero, território e classe, sem transformar desigualdade em estereótipo.

Torcedores de todas as idades comemorando na arquibancada

O futebol é do povo

O futebol existia antes das bets. E vai continuar existindo.

Quando clubes assinaram um manifesto contra qualquer restrição às bets, a torcida respondeu. Uma análise de 90.123 interações nas redes mostrou que 88% dos comentários criticavam a posição dos clubes. Torcidas organizadas romperam publicamente com as diretorias.

  • 18 de 20 clubes da Série A tinham uma bet como patrocinadora máster em 2025, movimentando perto de R$ 1 bilhão por ano.
  • 7 marcas de apostas apareceram nas transmissões da Copa, com códigos promocionais e odds em tempo real.
  • Vozes de dentro do jogo: Danilo, Diego Ribas e Filipe Luís já se posicionaram publicamente contra a publicidade de bets.

Fontes: Portal 91 e Brasil de Fato (interações); Mídia NINJA (patrocínios e transmissões); Revista Fórum (jogadores).

A proposta

O que defendemos

Um projeto de lei de iniciativa popular para encerrar as bets, responsabilizar quem lucra com os danos e proteger toda a sociedade, sobretudo as famílias negras e periféricas.

  1. Fim das bets

    Cassinos online, apostas esportivas, publicidade e patrocínios, inclusive no futebol, devem acabar. Esse mercado não pode lucrar com a esperança de quem busca melhorar de vida.

  2. Fiscalização de verdade

    A proibição exige fiscalização. Nos termos da lei, o poder público deve bloquear pagamentos, aplicativos, domínios e anúncios. Também deve auditar algoritmos e fluxos financeiros, responsabilizar operadoras, afiliados e influenciadores e proteger a renda popular.

  3. Cuidado, não culpa

    O transtorno do jogo é uma condição de saúde. Cobramos quem promove a aposta e lucra com ela, sem culpar quem adoeceu. O cuidado deve chegar pelo SUS e considerar as desigualdades raciais e territoriais.

Apoie a proposta e ajude a levar o projeto ao Congresso.

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Conheça o projeto de lei

A proposta proíbe a exploração comercial das bets e dos jogos online no Brasil, encerra a publicidade e os patrocínios, bloqueia pagamentos e acessos ilegais e determina a devolução dos saldos dos usuários durante a transição.

Você não está sozinho

A aposta saiu do controle?

Pedir ajuda não é fraqueza. Existe acolhimento gratuito, sem julgamento.

  • 188

    CVV — Centro de Valorização da Vida

    Apoio emocional e prevenção do suicídio, por telefone, com ligação gratuita. Se você está em sofrimento, ligue agora. Em risco imediato à vida, ligue também para o 192 (SAMU).

  • UBS e CAPS (SUS)

    As Unidades Básicas de Saúde e os Centros de Atenção Psicossocial oferecem acolhimento e acompanhamento. Procure a unidade mais próxima.

  • Meu SUS Digital

    O aplicativo do Ministério da Saúde oferece teleatendimento para dependências, sem sair de casa.

  • Jogadores Anônimos

    Grupos de apoio entre pessoas que já passaram pelo mesmo problema, em várias cidades do Brasil.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

O que esta petição defende?

Defende um projeto de lei de iniciativa popular para proibir apostas esportivas, cassinos online, publicidade e patrocínios ligados às bets no Brasil.

Assinar a petição já vale como assinatura formal do projeto de lei?

Ainda não. O cadastro registra apoio à campanha. A coleta formal deverá cumprir as exigências constitucionais e legais da iniciativa popular.

A campanha culpa quem apostou?

Não. A campanha responsabiliza o modelo de negócio, as empresas e os agentes que promovem e lucram com as apostas. Quem foi afetado precisa de cuidado e proteção.

Por que a campanha trata de racismo?

As perdas atingem toda a sociedade, mas produzem danos maiores onde há menos renda, patrimônio, crédito e proteção pública. No Brasil, essas desigualdades têm raça, classe, gênero e território.

O que o projeto de lei propõe?

O texto proíbe a exploração e a publicidade das bets, estabelece transição, devolução de saldos, bloqueio de pagamentos e acessos e sanções para quem descumprir a lei. Ler o projeto de lei.

Como meus dados serão usados?

Os dados serão usados para registrar o apoio e, quando houver autorização específica, enviar notícias, materiais e convocações da campanha por e-mail ou WhatsApp. Os detalhes estão na Política de Privacidade.

Posso retirar meu consentimento?

Sim. A Política de Privacidade informa o canal para interromper as comunicações e exercer os direitos previstos na LGPD, como acesso, correção e eliminação dos dados.

Onde encontro ajuda?

Na seção Ajuda desta página, com canais públicos de saúde e acolhimento: CVV (188), CAPS e UBS do SUS, Meu SUS Digital e Jogadores Anônimos. Em situação de urgência ou risco imediato à vida, ligue para o 192 (SAMU) ou para o 188 (CVV).

Sem as bets, o futebol acaba?

Clubes e entidades argumentam que restringir a publicidade ameaça cerca de R$ 9 bilhões em investimentos no esporte. Mas clubes da Série A como Internacional, Coritiba e Bahia já encerraram contratos com bets e seguem competindo. O financiamento do futebol não pode depender de um produto que causa dependência e endividamento em massa.

Proibir não empurra as pessoas para sites ilegais?

É um risco real, e o levamos a sério. Na Itália e na Bélgica, restrições sem fiscalização forte não impediram o crescimento do mercado ilegal. Por isso a proibição deve vir junto com fiscalização real, com bloqueio de pagamentos, aplicativos e domínios. A SPA já bloqueou 66.482 domínios ilegais entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, o que mostra que há capacidade de fiscalizar.

Jogue a favor do Brasil

Assine a petição, compartilhe a campanha e ajude a construir uma mobilização nacional pelo fim das bets.

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Fontes e transparência

Todos os dados desta página têm fonte identificada. Onde há divergência entre estudos, isso é sinalizado no texto em vez de escolher um número único como se fosse consenso.

Atenção: as instituições citadas como fontes não fazem parte, por isso, da realização da campanha. As organizações que a realizam estão listadas ao final desta página.

  • Receita bruta e apostadores: Meio & Mensagem, sobre o primeiro ano do mercado regulado (Lei 14.790/2023).
  • Transtorno do jogo e saúde pública: Organização Mundial da Saúde; IEPS (estimativa de danos à saúde associados às apostas); LENAD III.
  • Renda, pobreza e desigualdade racial: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais.
  • Bolsa Família e perfil dos apostadores: Banco Central do Brasil, Estudo Especial nº 119 (estimativas preliminares, baseadas em transações via Pix).
  • Renda discricionária: Agência Pública, série “Jogo Perigoso”.
  • Orçamento familiar (lazer × alimentação): Strategy&/PwC, citado pelo Intercept Brasil.
  • Endividamento (divergência entre estudos): CNC e Made-USP (via Agência Brasil), em contraponto à análise da BNLData.
  • Atendimento e classes sociais: CUT; Rádio Senado (Associação Brasileira de Psiquiatria); Pro-Amjo, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
  • Fiscalização (66.482 domínios): iGaming Brazil, com dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
  • Clubes, patrocínios e transmissões: Mídia NINJA; iGaming Brazil; Santa Portal.
  • Reação da torcida ao manifesto dos clubes: Portal 91, via Brasil de Fato; Diário do Grande ABC.
  • Posicionamento de jogadores: Revista Fórum.
  • Reuniões da Fazenda (251 × 5): Gazeta do Povo.
  • Cenário político: Brasil de Fato; Estado de Minas; iGaming Brazil.
  • Experiência internacional (Itália, Bélgica): BNLData; Gazeta do Povo.

Realização

  • Coalizão Negra por Direitos
  • IDPN
  • Uneafro Brasil
  • Instituto Peregum
  • Alma Preta
  • Notícia Preta
  • Troika Marketing